Chega de beija anel

O Papa Bento XVI já falava sobre abolir o rito de beijar o anel do Santo padre ou mãos de religiosos.
Francisco já impactou sobre isso.  Viralizou nas redes sociais as imagens de uma fila de pessoas tentando beijar o anel dele e vendo-o retirar a mão, evitando o beijo, sorrindo.
O atual Papa conseguiu que milhões de pessoas entendessem, em um minuto de imagem, que ele é um simples instrumento de Jesus, por isso não usa anel de ouro, dorme em aposentos muito simples, almoça junto com vários subordinados, inclusive com pessoas em  situação de rua, para os quais reservou espaço nobre do Vaticano pra lavarem e secarem suas roupas com instalação de várias máquinas.
Já quis fechar o banco do Vaticano, vender parte de objetos de lá para auxiliar os mais pobres e tem sempre gestos de visitar muitos países pobres, onde não economiza bom humor, abraços, compaixão, até um ou outro beijo de rosto e aperta a mãos de milhares de pessoas.
Humildade, caridade, vida simples e apelos contra violência, como a forte frase: “Quem fabrica armas não pode ser cristão” tem sido pontos altos de seu papado.
Como Jesus, prioriza a paz, caridade, pregação e amor ao próximo.
Também a humildade, se igualar aos que mais precisam, para evangelizar melhor bilhões de pessoas, e porque sempre foi seu jeito de viver. Não lhe subiu a cabeça o poder que tem, não é a toa que foi o primeiro Papa que escolheu nome de São Francisco, vive como ele. Aliás, já disse: “Não sou imperador para ter anel beijado, devo ser tratado como qualquer ser humano”.
Agora, beija anel, jamais!
 
Rogelio Barcheti
Comentarista da Rádio Avaré 

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