Outono e a volta da Guerra Fria

Por Rogelio Barcheti
Comentarista da Rádio Avaré 
No passado Estados Unidos e União Soviética protagonizaram uma guerra de ameaças e “contra ameaças” constantes, gerando muita tensão mundial, naquela época, chamada de “Guerra fria”, onde a espionagem e contra espionagem também tiveram seu auge.
 Isto passou.
Este outono está trazendo o início de uma nova “Guerra Fria”, que já tem, subliminarmente, suas tragédias anunciadas.
Dinheiro e tropas russas já foram enviados a Venezuela, que Trump chegou a insistir numa intervenção militar. Já não fala mais sobre isto, que indispôs os Estados Unidos com a China, Turquia e a própria Rússia.
Israel teve apoio de Trump, Brasil e mais alguns países em mudar a capital de Telaviv para Jerusalém, começando com poucas transferências de embaixadas pra lá.
A ONU é contra; União Europeia, Rússia e China são contra, como toda a Liga Árabe que ameaça a não comprar, nem vender, nada pra quem apoiar isto.
Só pra lembrar, o Brasil exporta 80% de sua produção de frangos pra Liga Árabe.
A Índia derrubou um satélite, ontem.
A ONU, União Europeia, China e Rússia já se manifestaram contra Israel tomar as colinas de Golan da Síria.
 A China começou a se tornar a maior potência do planeta. Já houve pessoas presas nos Estados Unidos, por outros pretextos, mas a China já criou o 5 G e lidera exportações mundiais em vários itens.
Trump esta tentando, a todo custo, não passar o bastão de maior potência mundial para a China. A Rússia apoia a China, nesta também.
Napoleão Bonaparte disse: “A China é um gigante adormecido, quando acordar, vai estremecer o mundo”. Acordou.
O Oriente médio passou a considerar os países que tem base de lançamento.
Por enquanto Alcântara, no Maranhão, vai só lançar satélites e mísseis para o espaço, mas em poucos anos, já terá mísseis norte americanos, não precisa ser guru pra saber disso.
A América Latina condena o início do muro na fronteira do México, como a maioria dos países do mundo e ficou em estado de alerta quando Trump anunciou que poderia fazer intervenção militar na Nicarágua também.
Rússia, China e Turquia abominaram isto.
85 mil crianças já morreram na guerra do Iêmen, que tem dedo Russo e norte americano. Como a revolta de milhões de imigrantes que fogem de guerras e fome e já estão, veladamente ainda, impedidos de fugir de seus países de origem, pois falta acolhimento em países de primeiro mundo.
Rússia fez Trump parar com a história de intervenção militar na Coreia do Norte. Estados Unidos saiu do acordo de intenção da diminuição de armas nucleares. Saiu também do acordo sobre o Clima, que combateria o aquecimento global, Brasil saiu junto e se negou a sediar conferência mundial sobre o tema, já marcada antes, em nosso país.
Para bom entendedor, um ponto é uma palavra.
Iniciou-se, embrionariamente, uma subliminar ainda, guerra fria, envolvendo Estados Unidos, China, Oriente Médio e Rússia.
Será uma guerra fria declarada em poucos anos. Pior que aquela que envolvia a União Soviética e Estados Unidos.
Esta “Guerra fria”, que tem dezenas de outros sinais e exemplos será pior que a passada, não envolverá só Estados Unidos e Rússia, mas principalmente também a China e a Liga Árabe.
E tomara que essa “Guerra Fria”, embrionária porém crescente, continue fria, como final de outono e começo do inverno e não passe a ser guerra real, com o fervor do verão.
 

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